Arábica vs. Robusta: Desvendando os Segredos dos Grãos de Café

Imagens criadas com I.A.

Após explorarmos a fascinante história e origem do café, é hora de mergulharmos no universo da planta e de seus grãos. Se você é um apreciador de cafés especiais, certamente já se deparou com termos como Arara, Catuaí Vermelho, Bourbon Rosa, Caturra e Geisha nos rótulos. Cada variedade oferece uma experiência única, com sua própria complexidade e elegância. No entanto, para aqueles que estão migrando do café gourmet para o especial, a expressão "café 100% arábica" pode gerar dúvidas. Quem é esse tal de arábica? Ele é realmente superior? E o robusta, o que o diferencia? Se essas perguntas já passaram pela sua cabeça, este textp é para você.

Embora existam 124 espécies conhecidas do gênero Coffea, apenas duas se destacam no cultivo mundial: Coffea arabica e Coffea canephora. Cada uma delas se ramifica em inúmeras variedades, como as que mencionamos anteriormente. A Coffea canephora, por sua vez, apresenta duas variedades botânicas principais: conilon e robusta, nomes que você provavelmente já ouviu falar. E é natural que surja a dúvida: "Afinal, não é tudo café?" Sim, todos são café, mas cada um com suas particularidades. Vamos explorar as diferenças entre eles.

Arábica

Originária das terras altas da Etiópia, a espécie arábica prospera em altitudes elevadas e climas amenos. No Brasil, as regiões montanhosas são ideais para seu cultivo, pois oferecem temperaturas mais estáveis, longe dos extremos de frio e calor. Essa característica exige um cuidado redobrado no cultivo. Em grandes fazendas, a colheita em terrenos íngremes e de difícil acesso para máquinas exige um trabalho manual mais intenso. No entanto, essa colheita seletiva permite escolher apenas os frutos no ponto ideal de maturação, garantindo a qualidade superior dos grãos. Além disso, a arábica é uma espécie mais delicada, suscetível a pragas e doenças, o que pode encarecer ainda mais o cultivo.

Apesar dos desafios no plantio, o café arábica recompensa os apreciadores com uma experiência sensorial rica e complexa. Sua gama de aromas e sabores é vasta, abrangendo desde notas clássicas de chocolate, caramelo e nozes até nuances mais sofisticadas de frutas, chás e flores. Sua acidez marcante e equilibrada o torna o queridinho de torrefações e fazendas especializadas em cafés de alta qualidade.

Canephora

A espécie canephora, originária da África Ocidental, é uma planta robusta, capaz de suportar temperaturas extremas e altitudes mais baixas, o que facilita seu cultivo. As variedades robusta e conilon são as mais comuns, e é importante ressaltar que, apesar da confusão frequente, não são a mesma coisa.

O nome "robusta" já sugere a intensidade dessa variedade, que se reflete em sua xícara. O café robusta oferece um sabor marcante, com notas amargas e terrosas. Seu teor de cafeína, quase o dobro do arábica, contribui para essa intensidade e serve como defesa natural contra pragas. Por ser uma planta de cultivo mais acessível, é amplamente utilizada na produção de cafés tradicionais e em blends, onde a proporção das variedades nem sempre é informada. O alto teor de cafeína também pode explicar o efeito estimulante mais intenso do café tradicional.

Imagens criadas com I.A.

Afinal, qual é o melhor?

A resposta é: depende do seu paladar e do uso desejado. Se você busca uma xícara delicada, com notas frutadas e florais, o arábica é a escolha ideal. Para um café intenso e encorpado, com alto teor de cafeína, o robusta se destaca. Ambas as variedades têm seus prós e contras, e quando cultivadas e preparadas com cuidado, resultam em excelentes cafés. Atualmente, o robusta vem ganhando espaço no mundo dos cafés especiais, com produções de alta qualidade, embora ainda em menor escala. O arábica, por sua vez, continua sendo o preferido globalmente, com maior facilidade de acesso nas prateleiras.

Agora que você conhece as diferenças entre arábica e robusta, qual deles conquistou seu paladar? E qual você escolherá para levar o melhor café para sua casa?

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